Questiono-me sobre a imensidão do teu tempo, visto que ele para mim não tem existência. Sorriu por pensar nos momentos que algum dia já passámos e um vazio me entristece quase no mesmo instante por lembrar a energia que eu desperdicei tentando ser suficiente e imaginando as milhões de tentativas do que seria conter a capacidade certa para a tua felicidade.
Algo não me agrada nessa tua distância sem fundamento com único argumento que vais por onde o vento te levar, porque eu, eu não deixaria que uma brisa me indicasse sob uma ordem autoritária qual a opção que devo escolher, assim que isso acontecesse, deixaria de ser a minha opinião e consequentemente deixaria de ser a minha escolha. Indigna-me a frieza com que confrontas uma amizade tão delicada como a que nós tínhamos. O silêncio incapaz de tolerar mais palavras tornou-se obvio onde a confianca entre nos esta gasta, perdeu a expressividade que outrora tivera. No desalento procurei o abrigo que me aconhegava mas so encontrei o dedo que para mim apontava os erros cometidos sem a plena nocao da consciencia. Sai da fila de espera do teu jogo de vir e voltar subitamente porque no entretanto procurei por estabilidade, estabilidade essa que nunca se adequou a juncao das tuas caracteristicas com as minhas. Tornaste-te na equivalência do vento, surpresa sempre fico a cada partida e cumprimento.
A.G